Neste primeiro capítulo somos confrontados com o direito de não ler. Como é referido, e como podemos comprovar pelas nossas experiências pessoais, os indivíduos sentem, cada vez menos, a necessidade de ler, pois são assoberbados com outras formas bastante mais apelativas de entretenimento. No entanto, está também a perder-se o incentivo à leitura e, também por isso, a falta de necessidade de leitura sentida - é cada vez menos dada a oportunidade aos indivíduos de se envolverem na leitura e saberem se querem ou não (ler é um direito, não um dever) continuar a ler. Por outro lado, acho importante contrapor a expressão "não estamos permanentemente a ler". A verdade é que, apesar desta leitura poder não ser de livros, somos frequentemente (e até inconscientemente) chamados à leitura: seja um jornal ou uma revista digital, uma publicação no Instagram/Facebook, um outdoor à margem da estrada, etc.. Todas estas ferramentas, que estão já incutidas nosso cotidiano, apesar de não serem, maioritariamente, educativas, estimulam também a leitura (e, na verdade, nem todos os livros são educativos).