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  1. Feb 2026
    1. desenho de uma e-atividade

      Na minha opinião, é importante referir que o desenho das e-atividades apresentado no texto termina a sua análise em 2020, ou seja, num período anterior à integração generalizada da Inteligência Artificial generativa nos contextos educativos. Por isso, embora o modelo apresentado continue pedagogicamente válido, considero que ele já não responde totalmente aos desafios e possibilidades atuais do ensino digital.

      Refletindo sobre o desenho das e-atividades à luz da IA, penso que hoje é necessário repensar o microdesign, não apenas em termos de objetivos, tarefas e ferramentas, mas também em relação ao papel explícito da IA na atividade. O desenho deve clarificar quando, como e para quê a IA pode ser usada, garantindo que apoia a aprendizagem sem substituir o envolvimento cognitivo do estudante.

      A meu ver, a IA introduz novas oportunidades no desenho das e-atividades, como a personalização do percurso de aprendizagem, o feedback imediato e a adaptação das tarefas ao ritmo do aluno. No entanto, exige também um maior cuidado na formulação das atividades, privilegiando processos, reflexão e tomada de decisão, para evitar respostas automáticas ou pouco significativas.

      Assim, considero que atualizar o desenho das e-atividades implica ir além do modelo pré-2020, integrando a IA como um elemento pedagógico consciente e regulado. Só desta forma será possível manter a centralidade do estudante, promover autonomia real e garantir que as e-atividades continuam a favorecer a construção de conhecimento num contexto educativo marcado pela presença da Inteligência Artificial.