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  1. Jul 2025
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    1. que esperamos que os estudantes irão aprender através da realização daatividade;• como é que essa aprendizagem irá contribuir para alcançar os objetivos daunidade/tópico/tema em causa;• os estudantes e o que os motiva. Ou seja, elas devem ser concebidas tendocomo objetivo o desenvolvimento integral dos estudantes levando--os adesenvolver e a potenciar as suas competências;• as limitações decorrentes da formação e do manuseamento da tecnologiapor parte dos estudantes.

      Num tempo em que a educação se desenrola, cada vez mais, em múltiplos espaços digitais, torna-se urgente repensar a forma como concebemos e desenhamos atividades de aprendizagem em ambientes em rede. Não se trata apenas de transpor para o digital o que já se fazia em contexto presencial, mas de reinventar práticas pedagógicas, explorando o potencial colaborativo, multimodal e interativo que o online oferece. Desenhar uma boa e-atividade é, antes de tudo, um exercício de instructional thinking, em que cada decisão deve ser intencional e alinhada com os objetivos de aprendizagem. É preciso começar por uma pergunta essencial: “O que quero que os estudantes aprendam e como podem construir este conhecimento juntos, mesmo à distância?” A resposta a esta pergunta orienta a escolha de recursos, estratégias de interação e formatos de avaliação. Uma e-atividade eficaz deve assentar em três elementos essenciais. Primeiro, clareza e estrutura: o estudante precisa de perceber facilmente o que se espera dele, qual o percurso de trabalho, os prazos e critérios de sucesso. Para isso, a instrução deve ser inequívoca, organizada em etapas e apoiada em exemplos concretos. Em segundo lugar, a e-atividade deve promover uma interação significativa. Num ambiente digital em rede, aprender é tão social como em sala de aula. Fóruns de discussão bem moderados, tarefas de coautoria em documentos partilhados, ou até produções multimédia colaborativas fomentam o diálogo, o pensamento crítico e a negociação de “sentidos” entre pares. Por fim, uma boa e-atividade deve ser desafiante, envolvente e motivadora. O digital permite criar cenários autênticos, integrar recursos multimédia, gamificar processos e personalizar percursos de aprendizagem. É este potencial que torna a aprendizagem mais próxima da realidade dos estudantes, mais envolvente e, sobretudo, mais participativa. Na minha experiência, o grande segredo reside na capacidade de equilibrar autonomia e acompanhamento. O estudante deve sentir-se livre para explorar, criar e decidir, mas sabendo que o professor está presente, atento, pronto a dar feedback oportuno. É nesta presença, mesmo que mediada por ecrãs, que reside a alma de qualquer e-atividade bem concebida: garantir que ninguém fica para trás e que todos têm voz no processo.