Mais do que a competência do docente ou do formador/a é necessário perceber, na minha opinião, que a relação entre abordagem pedagógica e e atividades funciona de forma dialógica, não hierárquica. Isto significa que a abordagem pedagógica é a visão, o enquadramento, a filosofia que impele a criação, a criatividade e a inovação no desenvolvimento de e-atividades. Se optamos por uma perspetiva Construtivista disponibilizamos e atividades colaborativas, projetos, coautoria. Se seguirmos a Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL) propomos desafios, casos, simulações. Se nos focarmos no Conectivismo as tarefas são mediadas por e-atividades ligadas às redes e à participação em comunidades. Se usarmos uma Pedagogia Crítica então na base estarão os debates, a reflexão, a produção, em diferentes meios. As e atividades, por sua vez, são também desenhadas para materializar cada uma dessas visões ou todas em conjunto. As e-atividades também definem a abordagem, porque ao idealiza-las temos de perceber que tipo de interação é possível, que ferramentas potenciam e a que práticas nos referimos, que ritmos e dinâmicas emergem, que competências realmente se desenvolvem. Esta sinergia contínua, obriga a ajustar a abordagem, a repensar estratégias, a afinar objetivos. Em resumo: a abordagem orienta o desenho das e-atividades e as e-atividades refinam a abordagem.
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- Feb 2026
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As e atividades não são apenas as “tarefas online” são o reflexo de um mecanismo vivo, onde a abordagem pedagógica se manifesta, se testa, se afina e se concretiza. Implicam uma intencionalidade própria que se transforma em ação, através da qual o estudante se transforma em autor do seu conhecimento e da sua própria aprendizagem. Parafraseando a Professora Maria Barbas, as e-atividades são o “centro nevrálgico” da experiência digital, a “faísca” que acende o percurso de aprendizagem; uma espécie de “laboratório” onde competências, objetivos e estratégias ganham forma; e, sem dúvida, o “espaço de interação” entre estudantes, conteúdos, ferramentas e avaliação.
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