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  1. Nov 2024
    1. Deve-se lembrar quao pouca apreciag4o ha na literatura sobreas relacGes internacionais para o fato de que, como qualquer outra insti-tuigaéo social, a guerra é socialmente construida e em consequénciadepende parcialmente para persistir de idéias coletivas sobre ainevitabilidade da guerra e de se € desejavel para a conquista de ganhospoliticos, riqueza e gléria. Os construtivistas devem ser capazes de tes-tar a teoria de John Mueller da “obsolescéncia da grande guerra”(Mueller, 1989), mostrando se, como pratica, a guerra esta sendo coleti-vamente reificada como insuficiente, indesejavel e normativamente ina-ceitavel. Os construtivistas podem tentar mostrar se e como as mudangasna tecnologia nuclear (Jervis, 1988) e valores da guerra (Mueller, 1989)estaéo auxiliando na constituigéo de identidades anti-guerra que pro-movem o desenvolvimento de interesses e estratégias nacionais de pre-vencao de guerra (Adler, 1991b).Finalmente, embora a nogao de que a construg4o social de uminimigo (“‘o outro”) seja parte do desenvolvimento de identidades do “eu”tenha sido validada pela teoria da identidade social (Mercer, 1995) e ana-lisada por estudiosos pés-modernos (Campbell, 1996), os construtivistasdevem ainda desenvolver projetos de pesquisa que possam mostrar comoos inimogos e as ameagas militares s4o construidos socialmente por fatorestanto material quanto ideacional.

      Sobre a Guerra

    2. Em outraspalavras, os interesses nacionais sao fatos cuja “objetividade” esta no acor-do humano e na atribuigao coletiva de significado e fungao a objetos fisi-cos. “A construgao social de identidades é necessariamente anterior a algu-mas concep¢des mais Sbvias de interesses: um ‘nds’ deve ser estabelecidoantes que seus interesses possam ser articulados” (Hall, 1993: 51). O cons-trutivismo conduz portanto ao estudo empirico das condigGes que fazemuma concepc¢4o intersubjetiva particular de interesse prevalecer sobreoutras. Em resumo, o construtivismo est4 equipado para mostrar como osinteresses nacionais nascem, como eles adquirem seu status de entendi-.mentos polfticos gerais, e como esses entendimentos s4o politicamenteselecionados pelo e através do processo politico*!

      Sobre o Interesse Nacional

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  2. Aug 2024
    1. Graham proposes seven strata and kinds of authorship in the Zhuangzi asfollows:(1) The Inner Chapters (1–7) represent the actual writings of Master Zhuang,including some passages in the Miscellaneous Chapters in Guo Xiang’s recen-sion that rightly belong in the Inner Chapters.(2) Chapters 8–10 and the first part of 11 are authored by an individual “Primitiv-ist” influenced by the Laozi.(3) Parts of chapter 11, chapters 12–16, and chapter 33 are composed by an earlyHan school of eclectic Daoists or”Syncretists” (early third century BCE).(4) Chapters 17–22 expound on and further develop material in the Inner Chap-ters, and as such, are from the later “School of Master Zhuang” (third to sec-ond century BCE, perhaps into the early Han period).(5) Chapters 23–27 and 32 consist of heterogeneous fragments, including someearly material that rightfully belong to the Inner Chapters (fourth-secondcenturies BCE).(6) Graham attributes chapters 28–31 to the “Yangists,” narratives that are sup-portive of Yang Zhu’s (370–319 BCE) ethical egoism and can be dated to thesame time as the “Primitivists” (205 BCE).(7) The Syncretists” is a collection of passages, probably all from the early Hanperiod, that synthesize Confucian, Legalist, and Daoist thought found inchapters 12, 13, and 14

      divisão do Graham sobre o Zhuangzi

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  3. Jul 2023
    1. Além disso, Primo Levi consegue fazer com que sua obra sirvade alerta para o momento presente, no qual a biopolítica e a violência impõemclaramente na sociedade moderna regras de exceção como torturas, exploração doscorpos frágeis, execuções, deportações ilegais, opressões institucionalizadas etodas as formas de desumanização e aviltamento contra os mais fragilizadossocialmente, o que aciona o “alarme de incêndio” (LÖWY, 2005, p. 23) de que ofuturo de barbárie profetizado por Benjamin, infelizmente, já chegou.

      crucial

    2. É isto um homem? por seu estilo analítico e quase científico, porsua construção de um testemunho consciente da sua própria aporia e daimpossibilidade da linguagem, mas que a despeito disso persevera em relatar aslacunas, os silêncios deixados pela história oficial, e por seu perseverante propósitoem registrar uma memória que fizesse com que o genocídio de milhões de judeusjamais se repetisse, consegue suplantar o estatuto de mero relato privativo. Portudo isso, a narrativa testemunhal de Levi pode ser contundentemente consideradacomo fonte histórica, pois resgata o evento coletivo da Shoah recompondo opassado enquanto ruína e sendo resistência ao esquecimento traumático, aonegacionismo histórico e à narrativa histórica oficial

      considerado como fonte histórica

    3. consciente da importância histórica do seu trabalho ede que o registro de sua memória individual não se resume a uma obraautobiográfica, antes se entrelaça com a memória de uma sociedade vitimada, Leviinsiste em acolher em sua narrativa o silêncio de toda uma coletividade que existelatente em sua narrativa, o que vai dar ao seu relato uma configuração dedocumento de memória social. Portanto, pode-se constatar firmemente que Levivence os rígidos limites da lembrança traumática e da linguagem para vincular suamemória individual à memória de toda uma coletividade impossibilitada

      todo o parágrafo

    4. Apesar do seu objetivo de transmitir o fenômeno da Auschwitz,estando ainda prisioneiro no campo em Auschwitz, Levi temia que seus futurosouvintes não lhe dessem crédito face ao horror inaudito daquele evento. Foi de talintensidade esse seu receio que chegava a sonhar de modo recorrente que, diantedo seu relato, os ouvintes se retiravam, se negavam a ouvir sua história de morte evergonha, como se de alguma forma pudessem ser alcançados e/ou desvelados porela. Na verdade, Levi relata em seu livro Os afogados e os sobreviventes que asprimeiras notícias que se difundiram entre os judeus, em 1942, a respeito doscampos de extermínio nazista eram sobremodo vagas, mas ao mesmo tempo eramde tamanha crueldade e de motivações tão complexas e absurdas que logo foramrejeitadas pelo público. Levi segue dizendo que tal rejeição foi prevista peloscriminosos genocidas e chegou a transcrever a fala dos capatazes SS que,divertindo-se, avisavam aos prisioneiros que já eram os vitoriosos na guerra contraeles, uma vez que ninguém restaria vivo daquele genocídio e mesmo que algunssobrevivessem e contassem o que lhes havia ocorrido não lhes dariam créditodevido à monstruosidade do evento. Os SS completavam sua fala afirmando comsoberba: “Nós é que ditaremos a história dos Lager” (LEVI, 2016, p. 7). Issoexplica o pesadelo de Levi e de tantos outros porque, tempos depois, ele descobreque esse sonho é também sonhado por quase todos os seus companheirosprisioneiros do campo

      crucial para debater memória no presente

    5. É isto um homem? possui um tom diarístico, onde Levi relata osacontecimentos cotidianos mais significativos de sua experiência enquantoprisioneiro de Auschwitz. Por todo o relato observa-se que o autor se equilibraentre a memória e o esquecimento, procurando vencer a dor de relembrar tudo oque lá viveu, mas sempre enfatizando que aquele sofrimento espe

      todo o parágrafo

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  4. Oct 2022
    1. educação, que aqui é entendida como um processode transformação, de refinamento ou de remodelação de si mesmo na direção doseu máximo potencial

      Educação como processo de autocultivação moral

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  5. Jul 2022
    1. There were times when he decided to lie low and did not asserthimself. At other times he was keen on cooperating with other leaders, and evenencouraged debates, according to the avowed principles of collective leadership.Often his mind had not been made up, so he did not always pronounce the last word,or he at least allowed his colleagues the benefit of the doubt. Issues he regarded as oflesser import, he often delegated to his subordinates, and the same applied to failedpolicies; he often left his colleagues to pick up the pieces. At times he was evenwilling to yield power and official positions, although becoming resentful of hiscolleagues for grabbing them a little too eagerly. Even on issues he regarded asimportant, Mao sometimes needed advice and inspiration, and often relied on othersto give his evolving ideas substance, as well as to render him support and approval.Yet, in all these cases where Mao's colleagues were allowed a certain free rein orindependence, they were later to be held accountable when Mao had either made uphis mind or changed it

      Mao delegava parte do trabalho, desde que a culpa (caso desse errado) também fosse delegada, principalmente coisas que não eram de seu interesse e/ou ele não via como importantes

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