3 Matching Annotations
  1. Jul 2023
    1. em direção aos objetivos a atingir

      Também há autores que questionam isto que parece ser uma sugestão de que a avaliação incide apenas sobre objetivos previamente definidos (o que foi planeado antes do ato de ensino), desvalorizando os imprevistos acontecendo ao longo do processo educativo e que podem ter grande potencial educativo, razão pela qual não deveriam ficar fora da avaliação. Como afirma Kliebard (1991), essa visão estreita da avaliação "não leva em consideração resultados latentes que talvez sejam os mais significativos" (p.126). Referência Kliebard (1991). Crítica aos princípios de Tyler. In F. A. Machado e M. F. Gonçalves (Orgs.), Currículo e Desenvolvimento Curricular: problemas e perspectivas (pp. 125-127). ASA. [Francisco Sousa, Universidade dos Açores]

    2. novo

      Novo mesmo? Há décadas que quem estuda aprofundadamente a avaliação defende a ideia de que avaliação não é sinónimo de classificação, pois, como se afirma e desenvolve mais adiante nesta publicação, inclui uma dimensão de avaliação formativa. Por exemplo, Ribeiro e Ribeiro (1989) afirmam que "a função de avaliar corresponde a uma análise cuidada das aprendizagens planeadas, o que se vai traduzir numa descrição que informa professores e alunos sobre os objetivos atingidos e aqueles onde se levantam dificuldades", permitindo assim que se ofereça aos alunos "informação que lhes permite orientar os seus esforços, com o apoio do professor, no sentido de ultrapassar dificuldades" (p. 337). Referência Ribeiro, A. C. e Ribeiro, L. (1989). Planificação e avaliação do ensino-aprendizagem. Universidade Aberta. [Francisco Sousa, Universidade dos Açores]

    3. podem indiciar diversasperspetivas de ensino não necessariamente transformadoras

      Como sublinha Fino (2017), as expectativas de que o desenvolvimento tecnológico revolucionaria a educação e teria um forte impacto positivo no sucesso educativo têm sido cada vez mais reconhecidas como mitos. Mas as Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) podem ser muito úteis na educação e têm características que lhes podem conferir o papel de peças importantes da inovação educacional, se integradas em estratégias de ensino transformadoras. Refiro-me ao ensino em geral e à avaliação em particular. Referência Fino, C. (2017). Um século de máquinas de ensinar, 50 anos de máquinas de aprender. Revista Hipótese, 3 (3), 58-74.Description [Francisco Sousa, Universidade dos Açores]