1 Matching Annotations
  1. Apr 2024
    1. Considero estas orientações e reflexões sobre como criar e desenhar "boas" atividades de aprendizagem em ambientes digitais em rede extremamente importante e pertinentes para a minha atividade. Sendo que sou uma praticante das didáticas para a autonomia, interessa-me desenhar atividades centradas no estudante baseadas em pedagogias socio-construtivistas.

      De facto, quando penso em utilizar e-atividades, não o faço descomprometidamente; tenho em conta o contexto, as características dos formandos, os objetivos e conteúdos do programa, o tempo, a avaliação, etc. Assim, as e-atividades, atividades realizadas em ambientes digitais de aprendizagem, acontecem quando os alunos levam a cabo as ações pretendidas (desenhadas pelo professor) com o propósito de alcançar determinados objetivos específicos no seu processo de aprendizagem. Quando decidimos usar uma e-atividade, desde logo percebemos se esta se adequa ao trabalho individual ou em grupo. Como referido, ao planear uma e-atividade, penso sobre o que espero que os estudantes venham a aprender através da realização da atividade; como é que essa aprendizagem irá contribuir para alcançar os objetivos programáticos; as características do público; criar uma atividade apelativa e motivadora; as competências que pretendo desenvolver nos estudantes; as limitações decorrentes da formação e do manuseamento da tecnologia por parte dos estudantes; as limitações de tempo; os condicionamentos e constrangimentos do assíncrono e do síncrono. Algo que merecem a minha especial atenção foi o modelo de cinco estágios de Salmon (2013) para compreender o(s) significado(s) das e-atividades no processo de ensino-aprendizagem. Na verdade, considero que se relaciona com a classificação hierárquica de Cabreo e Román (2006) tendo em conta as funções que as e-atividades podem cumprir. Logo, ao conceber uma e-atividade é importante atentar no objetivo da aprendizagem e nas competências a alcançar; devem ser definidas as etapas da atividade de forma clara e sequencial, com instruções claras e precisas para os alunos. Na minha perspetiva, o processo deve ser monitorizado pelo professor continuamente, sendo fornecidos feedbacks construtivos de aprendizagens autónomas e responsáveis, para além da classificação final.