Mais do que um esforço de conceituar a desinformação -movimento necessário, mas resguardado para trabalhos futuros -foi necessário, neste momento, entender um conjunto de problemáticas e implicações sobre as disputas sobre a informação científica em diferentes esferas. Quando as próprias lideranças políticas são apoiadoras e protagonistas nas mais diversas formas de dinâmicas de circulação da desinformação, e vão de encontro ainformações provenientes de fontes de instituições científicas, torna difícil o cidadão diferenciar o que é confiável ou não. Portanto, pensar a desinformaçãorequer um esforço analítico que vai além de categorias estanques que tendem a simplificar a informação em torno de definições dicotômicas e maniqueístas acerca da verdade, de suas fontes de confiança ou da intencionalidade dos sujeitos. Portanto, apesar de usar o conceito de desinformação neste trabalho, reconhecemos a importância de aprofundar novos quadros analíticos que possam dar conta das disputas sobre a informação mediante a um cenário no qual a desconfiança sobre as instituições epistêmicas tem se tornado um projeto político de lideranças mundiais.
A estrutura geral está bem organizada, mas sua extensão poderia ser revisada para evitar repetições, como na parte inicial das considerações finais, em que há um longo resumo do que já foi discutido no artigo, o que pode ser reduzido para maior objetividade.