Ensino Híbrido: uma Inovação Disruptiva? 7acessíveis e úteis. Em alguns casos, os conteúdos estªo se tornando mais atraentes. E o ensinoonline está cada vez mais se fundindo aos ambientes físicos, de modo que os alunos tenhamacesso aos benefícios da instituiçªo de ensino enquanto aprendem.Esta última evoluçªo — que marca o advento do ensino híbrido — é particularmenteimportante para a ascendência do ensino online. Apesar do número de estudantes educados emcasa ter aumentando dramaticamente nos últimos anos, em parte graças ao aumento das opçõesde ensino online, o crescimento da educaçªo em casa nªo reflete uma tendência disruptiva. Emoutras palavras, quando o crescimento é observado em uma escala logarítmica, como descritoacima, a prática da educaçªo em casa nªo substitui a presença da maioria das crianças nas escolas.As projeções sugerem que, no máximo, 10% dos estudantes passarªo para a educaçªo em casa. Os90% restantes continuarªo a frequentar escolas tradicionais fora de suas residências.Dado que apenas um número limitado de famílias, hoje, possuem condições materiais deadotar a educaçªo em casa, o ensino híbrido tornará a educaçªo online possível para famílias quenªo podem manter seus filhos em um sistema de educaçªo em casa nem em ambientes virtuaisde ensino em período integral
Este texto fez-me pensar no papel que o ensino híbrido pode ter na transformação em direção a uma aprendizagem mais inclusiva. Por variadas razões, que vão desde problemas de saúde (imunodeficiências, tratamentos agressivos contra certas doenças, etc.), a deficiências, condições climáticas que impossibilitem o acesso à escola física, distância geográfica (ex.: nas regiões mais remotas do Canadá, muitas são as crianças que não têm outra opção), entre outras, há situações onde/quando/em que o estudante não pode ter acesso ao ensino face-a-face. Por outro lado, a utilização de ferramentas digitais que caracteriza o ensino híbrido pode permitir a estudantes portadores de deficiências deslocarem-se em cenários, manipularem objetos e terem acesso a recursos diversificados que lhes permitem escolher aquele(s) que melhor se adaptam às suas circunstâncias pessoais. Contudo, isto só acontecerá se o desenho dos cursos, das unidades curriculares e das atividades tiver em conta, verdadeiramente, este aspeto (Blakeborough & Rosaloo, 2023; DOI: 10.1007/978-981-99-5540-4_6), o que nos leva à necessidade de empregar o conceito de Universal Design for Learning.