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  1. Jul 2025
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    1. Contudo, a mediação tecnológica, per si, não é garantia do processode ensino e aprendizagem. A este propósito Ali (2004) refere que: “the delivery

      Esta ideia faz-me particular sentido: cada vez mais confirmo, na minha experiência, que não é a tecnologia a determinar o sucesso das aprendizagens, mas sim a forma como penso, planeio e dinamizo as atividades. A bibliografia da faormação (Ali, Goulão, Salmon,…) reforça o que sinto na prática: limitar-me a digitalizar rotinas presenciais raramente gera o envolvimento ou progresso real dos alunos. O verdadeiro desafio está em criar, no digital, ambientes vivos, intencionais e colaborativos, onde a tecnologia está ao serviço de relações, reflexão e crescimento, e não o contrário. Sinto que é neste compromisso pedagógico, muito mais do que nas ferramentas, que reside a qualidade do ensino online e do nosso potencial de sucesso como professores.

    2. Em suma, as e-atividades devem ter como função a estimulação dasaprendizagens profundas e do aprender a aprender. Devem ainda promover atransferência de conhecimentos entre diferentes contextos e a sua aplicação acontextos profissionais, onde os estudantes se venham a inserir

      É evidente que o envolvimento dos estudantes não depende apenas do formato, mas sobretudo da intencionalidade pedagógica. Só atividades motivadoras e bem orientadas para objetivos claros promovem aprendizagens significativas e duradouras, como tantas vezes sublinhado nas sessões síncronas.

    3. flexibilidade de escolha de recursos, que o digital propicia, remete paraum aumento de possibilidades de percursos de aprendizagem, que se devemcoadunar, não só com os objetivos, as tarefas, mas também com os diferentesestilos de aprendizagem ou ritmos dos estudantes

      Creio que a flexibilidade e a diferenciação são, de facto, dos maiores trunfos da educação digital. Ao termos como ajustar atividades, ritmos e desafios ao perfil de cada estudante, criamos condições para uma aprendizagem mais personalizada e inclusiva. No entanto, esta personalização exige bem mais de nós, professores, uma atenção permanente aos sinais da turma e a capacidade de ajustar os percursos de aprendizagem em tempo real. Como refere a literatura (Goulão, Dias & Freitas), a verdadeira personalização só acontece quando aliamos esta flexibilidade a uma planificação intencional e ao compromisso de promover o sucesso de todos os estudantes.