As e-atividades podem ser concebidas de forma assíncrona ou deforma síncrona. No primeiro caso, os estudantes podem levá-las a cabo ao seupróprio ritmo, sem ser necessário estarem online ao mesmo tempo. No segundocaso, as mesmas só podem ser desenvolvidas quando todos os participantesestiverem online ao mesmo tempo, através de chats ou outro suporte quepermita a comunicação, em tempo real. Esta situação faz com que este tipode e-atividades seja menos flexível e pode levar a alguns constrangimentoscom estudantes mais introvertidos. Contrariamente, as e-atividades assíncronassão mais flexíveis, mas podem criar uma sensação de isolamento entre os seusparticipantes.No delineamento de uma e-atividade devemos começar tendo emmente o resultado da aprendizagem. Para tal, devemos procurar responder àquestão: O que é que os estudantes precisam de aprender?Tal como já referimos anteriormente, um outro elemento crucial é amotivação. Ou seja, o que faz mover para aprender? O que faz com que osestudantes queiram aprender?Neste sentido, na conceção de uma e-atividade devem ficar clarosalguns elementos/pressupostos. Assim, uma atividade de aprendizagemonline irá explicar aos estudantes o que vão aprender através da realizaçãoda atividade e demonstrar, de uma forma clara, a relação entre a tarefa, aaprendizagem e a avaliação.Um outro aspeto a ter em atenção é a definição clara do papel doprofessor em todo o processo. O seu papel é importante para os estudantese deve ser clarificado qual vai ser o mesmo ao longo do processo, para queeles se possam sentir acompanhados, nomeadamente através do feedback.Este último aspeto é de extrema relevância em todo este processo e pode43
A distinção entre e-atividades síncronas e assíncronas é particularmente relevante, pois permite adequar a aprendizagem às necessidades e perfis dos estudantes. Considero que a flexibilidade das atividades assíncronas pode promover maior autonomia, mas concordo que exige atenção à interação, para evitar o isolamento.