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  1. Apr 2025
    1. five-stage framework

      Ainda que seja uma tardia leitura ao modelo de Gilly Salmon, faço uma súmula da perceção com que fiquei da utilidade deste modelo, nomeadamente a descrição das suas 5 etapas. A ideia base do mesmo, é gradualmente integrar os participantes nas etapas, sendo disponibilizado apoio necessário, de forma a ultrapassar as dificuldades e ritmos de trabalho. 1 - Acesso e motivação, o papel do e-moderador é primariamente averiguar se os participantes dispõem dos meios técnicos necessários, e percecionar se o fator motivacional está "no ar"! Desta forma, dá-se inicialmente o acolhimento, que contempla a explanação dos passos a efetuar e a descrição do ambiente envolvente. Naturalmente que a motivação requer uma oferta de e-atividades que sejam estimulantes e desafiantes. 2 - Socialização Online, que na minha opinião, emerge na planificação da primeira etapa, pretende a construção da comunidade onde a confiança entre participantes é indispensável (partilha, colaboração, entre ajuda). É óbvio que as e-atividades desenvolvem comunicação colaborativa entre participantes de contextos diversos (sociais, culturais), a qual é a garantia de sucesso para passagem à próxima etapa. 3 - Troca de Informação, que por si só torna-se intensa, exaustiva, confusa, etc., necessita de uma boa perpiscaz orientação do e-moderador, nomeadamente a partilha de “regras” e desenvolvimento de e-atividades que permitam colaboração, divulgação de conteúdos, análises, discussões, etc., de forma a evitar confusão e sobrecarga que possa desvirtuar o objetivo comum, o conhecimento. 4 - Construção de Conhecimento: Nesta etapa os participantes através das e-atividades, constituem-se como "exploradores", desenvolvem pensamento crítico , criativo e prático, promovendo um conhecimento autônomo e reflexivo. Mais uma vez, o papel do e-moderador é fundamental, o qual lança ideias, promove a síntese, coordena as discussões, etc. 5 - Desenvolvimento, nesta última etapa os participantes (estudantes) tornam-se autónomos, ou seja, independentes, críticos e reflexivos, tendo por base as competências metacognitivas desenvolvidas, aplicando o conhecimento adquirido. O foco desta etapa é a aplicação, autoavaliação e o crescimento contínuo. Considerações: Se cada uma destas etapas depende das e-atividades propostas (diversidade, clareza) e da ação do e-moderador (proatividade e criatividade), este modelo é sem dúvida “facilitador”, no sentido que prevê e desenvolve mecanismos de entreajuda, estimula, transforma, autorregula, etc., com o propósito final de alcançar os objetivos - Conhecimento. Francisco Rolo