desenhar estratégias de aprendizagem que incluam e-atividades
Tradicionalmente, estamos habituados a uma interação centrada entre atores humanos, efentualmente mediada por tecnologia. Mas, cada vez mais, no nosso dia a dia, comunicamos com atores não humanos em diferentes serviços, desde comprar um bilhete de avião, telefonar para as finanças ou para o banco, entre outros exemplos. No caso da comunicação com estes atores em ambientes virtuais de aprendizagem, nomeadamente todas as inclusões de AI (e do chatGPT) que se estão a fazer em websites como o canva, o google docs, avatares virtuais que vão poder interagir com o estudante, existência em comunidades de simuladores virtuais interativos (tipo SIMS), apresentam-se como potenciais pilares na promoção de experiências educacionais mais enriquecedoras e, eventualmente, eficazes. O uso de AI e a comunicação com atores não humanos apresenta-se como uma abordagem que pode permitir personalização e adaptação às necessidades de cada aluno em particular (por exemplo, com o uso de Chatbots), permitir que cada aluno consiga monitorizar o seu progresso individual e ter um feedback mais personalizado. A título de exemplo desta evolução, há pouco tempo recebi uma divulgação de formação para utilização da AI na correção de exames nacionais... deixou-me realmente a pensar. O problema destes sistemas (mas que, creio, com o tempo evoluirá) é apresentar limitações ao nível da empatia e das emoções e, já se sabe, no caso de existirem barreiras no acesso ao digital, nomeadamente, à Internet. Sílvia Menezes