7 Matching Annotations
  1. May 2021
    1. Os familiares cuidadores necessitam enfrentar e se adaptar ao seu papel de cuidar do dia-a-dia. O tempo em que a transição pode acontecer é variável e até mesmo indeterminado, passível de avanços e retrocessos, implicando reavaliações dos resultados durante todo o processo

      A prática de Enfermagem centra-se na relação interpessoal estabelecida entre um enfermeiro e um indivíduo ou um grupo de indivíduos, quando falamos de famílias ou comunidades. Nesta relação terapêutica o enfermeiro tende entender o outro na sua totalidade respeitando-o tentando por de parte qualquer tipo de juízo de valor perante ao individuo a quem presta cuidados de enfermagem. Os cuidados de enfermagem focam-se na promoção da saúde de cada indivíduo, procurando assim prevenir a doença e promover a readaptação após situações de crise, ou seja, após situações de doença. O cuidador não deve se esquecer de cuidar de si próprio.

    2. Olha, a gente recebe um choque tremendo, não é? Porque ela sempre teve problemas de pressão e tratamentos constantes, tratamento médico e depois a gente receber mais essa notícia.

      Segundo Zagonel(1999) "Durante a evolução humanaa mudança é inevitável mas não necessariamente natural ou desejável" Zagonel (1999) cita HALL (1981) onde afirma que transição "é um termo familiar ás teorias de desenvolvimento, de stress e de adapatação. Está relacionada á mudança e desenvolvimento acomodando processos vitais contínuos e descontínuos dos seres humanos"

    3. Envolvendo-se com o processo de cuidar;criado pelas families adquirir informações e habilidades e reconhecimento como cuidador pelos profissionais

      Os enfermeiros devem implementar intervenções para facilitar a adaptação ao papel de cuidador informal, como capacitação do mesmo através de ensinos realizados sobre a doença. Na relação enfermeiro/doente/familia estão presentes três pessoas, com seus discursos, histórias de vida, trajectórias e angústias. Watson (citado por Sampaio: 1994, p.35) considera fundamental para a relação interpessoal enfermeiro/doente: “(…) manter um olhar durante a maior parte das interacções, usar um tom de voz moderado quando se fala com a pessoa, estar descontraído e à vontade consigo próprio, enfrentar a outra pessoa, procurar ter um atitude aberta e não fechada, inclinar-se em direcção à outra pessoa e ter uma expressão facial que seja congruente com o estado emocional da pessoa” "Enfermagem é, no essencial, o encontro do enfermeiro com um doente e sua família, durante o qual o enfermeiro observa, ajuda, comunica, entende e ensina; além disso, contribui para a conservação de um estado óptimo de saúde e proporciona cuidados durante a doença até que o doente seja capaz de assumir a responsabilidade inerente à plena satisfação das suas necessidades básicas; por outro lado, quando é necessário, proporciona ao doente em estado terminal ajuda compreensiva e bondosa". Henderson, Yura e Cols (1976)

    4. influenciam ou inibem o processo de transição de papel?

      O processo de cuidar é exigente e implica na sua adaptação a esse papel, uma diversidade de novas aquisições de conhecimentos e aptidões. A complexidade de conhecimentos pode influenciar os cuidados prestados. Tratar de um familiar doente é para muitas pessoas o maior desafio das suas vidas. Mas apesar de ser encarado por cada um de nós de acordo com a individualidade específica do nosso ser, também é verdade que existem aspetos comuns que pautam a forma como os cuidadores são confrontados com o agravamento do estado de saúde do seu ente querido (Germano Couto, s.d., citado em Ribeiro, Temudo & Maia, 2016)

    5. cuidado

      Entende-se por cuidador informal toda e qualquer pessoa que presta assistência a outra pessoa que se encontra numa situação de dependência, devido a algum tipo de incapacidade quer seja de uma forma transitória ou permanente, definindo-se como aqueles que são responsáveis ​​por cuidar de pessoas que não são capazes de realizar as atividades básicas da vida diária por conta própria. Este papel é assumido principalmente por parentes da pessoa dependente, especialmente mulheres e caracterizam-se por não possuírem formação específica na área, não receberem remuneração financeira pelo trabalho realizado e não possuírem um cronograma estipulado, dedicando a maior parte do tempo à tarefa de cuidar (Santos, 2020).<br> Se por um lado com o avanço da ciência e medicina a tendência é que a esperança média de vida da população aumente, por outro a idade aumenta o risco de alterações no estado de saúde da pessoa. Assim, surge a necessidade de cuidados diferenciados a população cada vez mais envelhecida e por vezes com dispositivos implantados, associando-se a dependência nas atividades de vida necessitando de cuidadores informais. Cuidar, segundo (Collière, 1989, p.155), “aprender a ter em conta os dois “parceiros” dos cuidados: o que trata e o que é tratado”. Ao longo da existência do homem o cuidar é algo inerente à própria vida, tal como afirma, Colliére “cuidar é um acto individual que prestamos a nós próprios, desde que adquirimos autonomia, mas é igualmente um acto de reciprocidade que somos levados a prestar a toda a pessoa que, temporariamente ou definitivamente tem necessidade de ajuda, para assumir as suas necessidades vitais”

    6. afeta toda a família

      Segundo Ivete Zagonel (1999) "o ciclo de vida individual acontece dentro do ciclo de vida familiar que é o contexto primário do desenvolvimento humano" O enfermeiro assiste o doente e sua familia orienta-o e faculta-lhe cada uma das etapas do processo de resolução do problema, não toma decisões por ele nem deve substitui-lo em aspectos relativos à sua participação na acção. (Lazure, 1994 p. 11) Segundo afirma Lazure (1994, p.123) “ para que a enfermeira consiga integrar na sua prática do cuidar em enfermagem a relação de ajuda de um modo efectivo, necessita de desenvolver as suas capacidades, sócias e espirituais”.

    7. Entende-se por cuidador informal toda e qualquer pessoa que presta assistência a outra pessoa que se encontra numa situação de dependência, devido a algum tipo de incapacidade quer seja de uma forma transitória ou permanente, definindo-se como aqueles que são responsáveis ​​por cuidar de pessoas que não são capazes de realizar as atividades básicas da vida diária por conta própria. Este papel é assumido principalmente por parentes da pessoa dependente, especialmente mulheres e caracterizam-se por não possuírem formação específica na área, não receberem remuneração financeira pelo trabalho realizado e não possuírem um cronograma estipulado, dedicando a maior parte do tempo à tarefa de cuidar (Santos, 2020).<br> O processo de cuidar é exigente e implica na sua adaptação a esse papel, uma diversidade de novas aquisições de conhecimentos e aptidões. Cuidar, segundo (Collière, 1989, p.155), “aprender a ter em conta os dois “parceiros” dos cuidados: o que trata e o que é tratado”. Ao longo da existência do homem o cuidar é algo inerente à própria vida, tal como afirma, Colliére “cuidar é um acto individual que prestamos a nós próprios, desde que adquirimos autonomia, mas é igualmente um acto de reciprocidade que somos levados a prestar a toda a pessoa que, temporariamente ou definitivamente tem necessidade de ajuda, para assumir as suas necessidades vitais” Catarina Contente