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  1. Jul 2025
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    1. Deverá ainda ter conhecimentos de didática adequada à especificidadedos contextos online. Ou seja, os conhecimentos de tipo didático utilizadospara uma aula presencial deverão ser reformulados tendo em vista estes novoscontextos (Goulão, 2012a; Barberà & Badia, 2004). A transição de um contextode ensino presencial para um contexto de ensino a distância online não é feitapela transposição ipsis verbis de um contexto para outro. Pelo contrário, cadaum implica uma didática específica, que vai além dos próprios conteúdosa lecionar. Por essa razão, é necessário que os professores que se queiramdedicar ao ensino a distância online, tenham consciência disso e procuremuma formação adequada ao desenvolvimento de competências especificas àdocência nestes ambientes

      (ANA ISABEL RODRIGUES) Como temos vindo a explorar e refletir ao longo desta formação, estamos perante uma mudança profunda no modelo didático, pedagógico e de aprendizagem. A transposição do ensino presencial para o online não pode, como bem referido no excerto, ser feita de forma “ipsis verbis”, trata-se, antes, de uma verdadeira transformação de paradigma.

      Neste sentido, a minha reflexão centra-se na necessidade de compreender que esta mudança não pode ser encarada apenas do ponto de vista do docente. Os alunos, também eles, terão de ajustar significativamente o seu perfil e postura enquanto alunos, de modo a acompanharem eficazmente este novo modelo.

      A participação no ensino online exige uma atitude mais proativa e imersiva por parte dos alunos, uma maior autonomia, envolvimento nos conteúdos e objetivos pedagógicos, capacidade de colaboração, partilha de ideias e gestão do seu próprio processo de aprendizagem. Trata-se de um compromisso mais exigente e, ao mesmo tempo, mais enriquecedor.

      Contudo, o que tenho vindo a observar é uma crescente dificuldade em identificar esse perfil nos alunos com os quais trabalho em contexto de ensino superior (em geral). Esta constatação levanta uma questão que me parece fundamental: como alinhar este novo modelo pedagógico com o perfil real dos alunos que temos diante de nós? Que estratégias devemos (re)pensar para promover essa transformação também do lado do discente?