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  1. Jun 2021
    1. educação onlife poderá trazer vantagens

      Bem, a jornalista poderia ter investigado um pouco mais e apresentado, por exemplo:

      1. Rede Internacional de Educação OnLIFE e o seu trabalho
      2. Defesa de uma educação total ancorada no hibridismo, em que o blended learning é desenvolvido de forma sustentada e articulada
      3. Preparação dos jovens para a sociedade digital
      4. Modelos de educação híbrida não disruptivos, apresentando-os
      5. Relevância do processo comunicativo, da interação entre agentes humanos e não humanos
      6. A Educação OnLife não se esgota na "transmissão de conhecimentos mais adaptados a cada aluno (...)", vai além ao trazer a importância de uma cultura de trabalho colaborativo, assente em ecossistemas vivos que favoreçam as conexões entre participantes e aprendizagens interativas.
    2. Educação dos mais novos para o trabalho a partir de casa

      Quem são estes mais novos? Crianças do pré-escolar? Do 1º ciclo? De que níveis de ensino? Da leitura da frase deduzo que serão alunos do ensino básico. Se assim for estarão em casa e um dos seus progenitores em teletrabalho (como diz na frase seguinte). Ora, temos discutido nesta UC que as sessões síncronas deveriam desenvolver-se com alunos do ensino secundário, deixando o ambiente físico a tempo total para o ensino básico. O que pretende a jornalista com esta vantagem? Educação para o trabalho a partir de casa???? A linguagem carece de precisão, mas sabemos como toda a sociedade é especialista em matéria de educação. A 2ª parte da frase é, no mínimo, populista. Evitar custos desnecessários? Os exemplos que dá acontecem porque existe uma atividade obrigatória chamada frequência escolar! O que pretende a jornalista? Que os mais novos permaneçam em casa? Esta não é uma vantagem da educação onlife, das leituras que fiz em nenhum lugar se advogava que os alunos devessem integralmente ficar em casa!

    3. nocivo para o desenvolvimento pessoal e social.

      O Jardel e a Virgínia já afloraram este ponto e quero reforçar. Há muito que o jogo é entendido como "uma ferramenta de apoio cognitivo, afetivo e social" (Alves, L., 2015) que permite o desenvolvimento de várias competências (pensar criticamente, criatividade, memória, atenção...). Catarina Reis fala de jogos de computador como nocivos para o desenvolvimento pessoal e social. Contesto! Recomendo jogos de computador aos meus alunos (Assassin's Creed, por exemplo) ou desafio-os a mostrar os que jogam (Call od Duty, por exemplo) pois reconheço os jogos com potencial de motivação e propiciadores para a discussão em aula.

    4. Numa educação totalmente dependente das tecnologias

      Quero destacar esta ideia pois a educação NÃO pode estar totalmente dependente das tecnologias. Temos debatido essa ideia ao longo desta UC, apontando a relevância da intencionalidade pedagógica e que as TD estão ao serviço da pedagogia, não se constituindo como um fim em si mesmo, "A tecnologia sozinha não muda as práticas pedagógicas,"(Moreira, J.A.&Schlemmer, E., 2020, p. 6). As TD são "forças ambientais" que possibilitam a construção de uma pluralidade de ambientes de aprendizagem diferenciados que permitem soluções/respostas diferenciadas e individualizadas para os alunos. Por outro lado, a Educação Onlife preconiza um ambiente híbrido, com presenças e ambientes físicos e digitais, tecnologias digitais e analógicas, rumo a uma educação digital onlife que, como o professor Moreira não se cansa de repetir, ofereça o melhor dos dois mundos

      (NOTA: é a minha 1ª utilização nesta plataforma. Desta vez não lancei 'grandes SOS'. :-) )

      Moreira, J.A.&Sclemmer, E. (2020). Por um novo conceito e paradigma de educação digital onlife. Revista UFG. DOI: 10.5216/REVUFG.V20.63438

  2. May 2021
    1. Uma grande oportunidade para reestruturar o ensino

      Não raras vezes no processo histórico, as alturas de crise propiciaram discursos e práticas inovadores. Aqui concordo com a autora, o encerramento das escolas trouxe um ensino remoto de emergência que poderá, se os agentes humanos nas escolas e nos gabinetes assim o conseguirem e quiserem, ser um efetivo ponto de partida, um alavancar, da educação digital de qualidade. Temos uma conjugação de esforços (UE, medidas governamentais, PADDES locais a nascer, maior capacitação tecnológica), façamos parte da mudança.