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  1. Jul 2025
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    1. Okada, Meister e Barros (2013) destacam que aprender em colaboraçãoenvolve um processo de interação constante na resolução de problemas,desenvolvimento de projetos ou discussões sobre um determinado tópico, emque cada estudante tem definido o seu papel como um parceiro na realizaçãode aprendizagem e onde o professor participa como outro colaborador, mascom as funções de conselheiro e mediador, garantindo a efetividade da

      mantém-se fundamental repensar radicalmente o lugar da docência no nosso ensino superior. Se cada estudante é visto como pessoa parceira ativa no processo de ensino/aprendizagem, e cada docente como colaborador/a, conselheiro/ e mediador/a, que implicações reais estamos na disposição de assumir nas nossas práticas?

      Em muitas instituições, mantemos vivos modelos centrados na transmissão e no controlo, mesmo quando usamos tecnologias digitais. Chamamos-lhes “ambientes virtuais de aprendizagem”, mas quantas vezes não passam de repositórios de conteúdos ou plataformas de submissão de trabalhos?

      A ideia de “interação constante” e de “papéis definidos” exige mais do que fóruns abertos: exige intencionalidade pedagógica, responsabilização partilhada e mudança cultural — tanto em docentes como em estudantes. Mas quem está (realmente) disponível para essa mudança?

      Fica a provocação: estamos, no ensino superior, a formar estudantes para colaborarem e pensarem criticamente em rede — ou apenas a manter o hábito de seguir instruções e cumprir tarefas?