1 Matching Annotations
  1. May 2024
    1. .Pensar desta forma facilita muito o fazer pedagógico do docente.

      Ao abordar as e-atividades no contexto da educação digital, é fundamental reconhecer as diferenças substanciais em relação aos ambientes presenciais. Uma das principais vantagens das e-atividades reside na capacidade da comunidade de aprendizagem, ao proporcionar interações significativas com a informação, tanto entre professores/formadores e alunos/formandos, quanto entre os próprios alunos/formandos e até outros atores como foi discutido no primeiro fórum da microcredencial. Esta dinâmica favorece não apenas tarefas individuais, mas também atividades de grupo colaborativas, que são essenciais para o desenvolvimento de habilidades do século XXI, como pensamento crítico, resolução de problemas, colaboração e comunicação. Ao pensar sobre estratégias de ensino e aprendizagem no contexto digital, as e-atividades emergem como um meio de apoiar a aprendizagem mediada pela tecnologia, pois envolvem o uso de atividades interativas, recursos e ferramentas digitais para facilitar a aprendizagem e cultivar competências relevantes para o mundo atual. Por exemplo, atividades que fomentem a aprendizagem autónoma incentiva os alunos a assumir a responsabilidade da sua própria aprendizagem, utilizando recursos e ferramentas digitais para atingir os seus objetivos educacionais. Já a aprendizagem colaborativa estimula o trabalho em grupo para resolver problemas, discutir ideias e partilhar conhecimentos, aproveitando fóruns de discussão e plataformas de colaboração online, como estamos a fazer agora. Outra abordagem importante é a aprendizagem ativa, que encoraja os alunos a participar ativamente do processo de aprendizagem, deixando para trás o modelo passivo em direção a um mais envolvente e interativo. Por meio das e-atividades, a aprendizagem torna-se uma experiência centrada no aluno, promovendo o diálogo, a colaboração e o desenvolvimento de competências essenciais. Essa abordagem, conforme destacado por Sancho & Borges (2011), fomenta não apenas a aprendizagem colaborativa entre os alunos, mas também a autonomia na procura pelo conhecimento. No entanto, é importante reconhecer que, apesar do potencial das e-atividades, ainda há desafios a serem superados. Na minha experiência na formação profissional, tenho observado uma tendência significativa de colegas formadores enfrentarem dificuldades ao adaptar as suas práticas pedagógicas para o ambiente digital. Infelizmente, ainda é comum encontrar atividades que são simples transposições do ambiente presencial para o digital, sem considerar as especificidades e potencialidades desta nova modalidade. Essas atividades muitas vezes parecem desconexas e não conseguem aproveitar todo o potencial das ferramentas e recursos digitais disponíveis. Acredito que também a formação contínua, especificando a de formadores, é muito centrada em aprender a usar tecnologias e negligencia a pedagogia e a intenção pedagógica das e-atividades.

      Portanto, para garantir o sucesso das e-atividades, é essencial que os formadores recebam apoio e formação adequados para desenvolver estratégias pedagógicas eficazes e criativas no ambiente digital. Ao fazer isso, podemos aproveitar ao máximo o potencial das e-atividades para promover uma aprendizagem significativa e envolvente para os alunos. Marta dos Santos Gonçalves