O primeiro capítulo do livro " Os Direitos Inalienáveis do Leitor" transfere qualquer indivíduo para um turbilhão de pensamentos em relação à leitura, então devo ou não devo ler livros diariamente? Será que deveria ler mais?
A grande realidade é que estamos divididos em dois grandes grupos, uns não têm a leitura como um foco principal do seu dia a dia e outros têm os livros como companheiros de vida. E não está errado o que lê demais nem o que simplesmente não lê.
O que devemos entender é o que significa a leitura para cada um de nós, para o sujeito x a leitura pode ser apenas a visualização das imagens e e esperar que as próprias lhe transmitam alguma mensagem, já para o sujeito y a leitura é apenas esfolhar o livro até que este lhe desperte algum interesse ou então a troca de mensagens já conta como uma grande leitura realizada no seu dia.
Se formos a analisar a leitura no século em que estamos a viver, esta não está a ficar escassa, está é a ser trocada pelo mundo digital. A leitura de livros é facilmente trocada por horas e horas nas redes sociais ou então pela visualização de uma série, mas não estamos a ler? Esta é a nossa realidade, mas não nos devemos esquecer que "Ser excluído dos livros — mesmo daqueles que não fazem falta —, é uma enorme tristeza, uma solidão dentro da solidão." Não ler livros ou então não termos o hábito de ler traz-nos enormes desvantagens como a falta de conhecimento, de imaginação e de criatividade, desvantagens profissionais e limitações dos pontos de vista. Mas, temos "O direito de não ler".