E o ensinoonline está cada vez mais se fundindo aos ambientes físicos, de modo que os alunos tenhamacesso aos benefícios da instituiçªo de ensino enquanto aprendem
Boa tarde, Esta fusão a que o texto se refere suscita-me refletir sobre o 3.º mundo que é criado através do ensino híbrido e para o qual nos alerta o texto de José António Moreira e Maria João Horta (2020). De acordo com estes autores (Moreira & Horta, 2020), o ensino blended learning oferece o melhor dos dois mundos, físico e online, fazendo gerar um 3.º mundo, que favorecer uma experiência de ensino integrado, e, por consequência, no meu entender, mais rica, porque potencia a construção do conhecimento na sua globalidade. Ou seja, favorece o desenvolvimento de um conjunto articulado de lentes epistemológicas, em que online e ambiente físico formam uma conjuntura de aprendizagem coerente, em que o aluno, mediado pelo professor, participa, reflete e (re)constrói conhecimento. Esta perspetiva é de facto muito favorável ao desenvolvimento do cidadão autónomo, crítico e criativo que defende as principais linhas orientadoras do processo educativo em Portugal, mas implica uma mudança de atitude do professor. Implica que este desenvolva não apenas uma literacia digital, mas também uma literacia educativa e pedagógica. Do nosso ponto de vista, e fazemos esta afirmação com base na nossa experiência de trabalho com os professores no âmbito do projeto curricular integrado em ambientes físico, é importante que o professor conceba o processo educativo como um processo de construção, em que a criação das experiências de aprendizagens blended learning se afirma como um todo inteligível, com processos de planificação de competências muito concretos, que visam, efetivamente, o desenvolvimento da autonomia e da capacidade de reflexão dos alunos. Na verdade, pensamos que a riqueza deste processo ensino aprendizagem blended learning impõe um conjunto de pressupostos por parte do professor: a) Que o professor reconheça que o aluno aprende mesmo que o professor não exponha a matéria; b) Processo educativo deve favorecer o desenvolvimento de competências como autonomia, espírito crítico e reflexivo, problematização da realidade. Para tal é importante que o docente pense e promova um processo educativo mediado por metodologias ativas que favoreçam a construção autónoma do conhecimento por parte dos alunos, o desenvolvimento competências como a resolução de problemas e o desenvolvimento do pensamento crítico e a proatividade cidadã; c) O professor reconheça o seu papel como de investigador reflexivo, que promove uma ação praxeológica, na qual ele desempenha o de mediador do processo de ensino aprendizagem dos alunos. Referência Moreira, J.A. & Horta, M.J. (2020). Educação em ambientes híbridos de aprendizagem. Um processo de inovação sustentador. Revista UEG, V. 2: e66027.