O espectro das práticas de imagens não para de se ampliar. Em uma das múltiplas extremidades do rizoma: a automatização generalizada, sem precisar mais de humanos para fabricar imagens em massa, sem precisar mais preparar ferramentas ou se preparar para utilizá-las, sem precisar mais ler manuais, meditar sobre um conteúdo, avaliar destinatários, nem mesmo circulação. Tudo está instalado, disposto, otimizado, dublado, securizado, armazenado, sem necessidade de qualquer olhar. Em uma outra das múltiplas extremidades do rizoma: equipes de cientistas durante décadas percorrem milhares de quilômetros para registrar a ínfima cintilação de luz que confirmará, para eles, a existência de um exoplaneta, por exemplo, Proxima b.3
Esse trecho me faz refletir sobre a dualidade entre a facilidade e a complexidade envolvidas nas práticas de imagens atualmente. Por um lado, a automação e a otimização tecnológica tornaram a produção e o acesso às imagens mais fáceis e rápidos, eliminando a necessidade de intervenção humana em certos casos. Por outro lado, existem áreas do conhecimento que demandam uma dedicação intensa, como no exemplo dos cientistas que buscam registrar cintilações de luz para confirmar a existência de exoplanetas. Essa dualidade mostra como a tecnologia tem impactado nossas interações com as imagens, proporcionando tanto uma comodidade imediata como um desafio intelectual. É interessante refletir sobre como equilibramos essas duas extremidades e como essa ampliação do espectro de práticas de imagens afeta nossa forma de ver e compreender o mundo ao nosso redor.