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  1. Oct 2015
    1. “O sistema do marxismo é fundado em princípios morais, enquanto o capitalismo só está relacionado a ganho e rentabilidade... Não considero a ex-URSS, ou a China, ou mesmo o Vietnã, verdadeiros regimes marxistas... Penso que [sua] falha principal é que eles colocaram muita ênfase na necessidade para destruir a classe governante, na luta de classe, e isto encoraja o ódio e negligencia a compaixão... Penso em mim como meio marxista, meio budista.”

      Olavo cita esta frase numa aula do curso de História Essencial da Filosofia, e logo depois comenta brevemente: "pois eu digo, tu é meio mentiroso, meio idiota!". o efeito cômico é maior do que neste artigo.

      Depois ele prossegue dizendo que depois desta não respeita mais o Dalai Lama como autoridade espiritual de coisa nenhuma, diz que ele sofre da Síndrome de Estocolmo e afirma: "se o sujeito tivesse consistência espiritual não cairia nisto".

  2. Aug 2015
    1. nós não somos nosso corpo, mas também não somos a nossa psique ou a nossa alma. o que nós somos realmente? e o que é a consciência? a consciência é apenas uma capacidade receptiva. ou seja: não é. positivamente você não é nada.

    2. nós não temos nenhuma ligação intrínseca com as coisas naturais que nos acontecem. nossos hábitos, desejos, gostos e traços de personalidade são coisas que nos aconteceram, são fenômenos naturais, derivados de causas naturais, e como criações naturais também serão destruídas por causas naturais, fatalmente.

      como, porém, essas coisas naturais nos são muito caras, e nós as enxergamos como partes do nosso ser, quando elas se desfizerem nós sofreremos horrivelmente. isto é o inferno.

      isto se assemelha a uma criança que, tendo um brinquedo e gostando muito de brincar com ele, imagina que se não existisse o brinquedo não valeria à pena existir. embora eu saiba que daqui a 10 minutos a criança não vai mais se interessar pelo brinquedo, eu não percebo que os meus amados fenômenos interiores são da mesma natureza. são coisas externas à nossa consciência.

    1. "os velhos são meio monges".

      à medida que diminui a capacidade de intervir no mundo, no desenvolvimento normal desapareceria também o interesse em intervir no mundo, então prevaleceria o interesse em compreender o mundo e a si mesmo.

    2. o "estado natural" do budista: o intelecto possível, é já quase o paraíso, uma consciência serena, pacífica, que só quer conhecer a realidade acerca dela mesma -- que considera a sua própria psique como mundo, e não como eu, como a pessoa normal e profana considera. este estado se obtém por meio do exercício e não pode ser obtido tendo apenas os atos e meios da sua psique individual, mas são necessárias ferramentas de natureza revelada.

    1. cada hora aparece um conceito diferente de inferno, não claramente apresentados como analogias, mas como definições mesmo. aqui Gugu diz que o inferno é o psiquismo que continua existindo, sem o corpo, e se desfazendo num processo de duração indefinida. continuam existindo, portanto, todas as memórias, desejos e medos do indivíduo vivo, mas sem nenhuma possibilidade de saciar essas coisas, e isto é o inferno.


      diz ainda Gugu que eliminar desejos e temores, como querem os budistas, não ajuda em nada nesse processo.

      diz ele que se o objetivo fosse se tornar um insensível a todas as paixões o seu psiquismo não precisaria ter criado um aparato afetivo para começar. as paixões existem para você as educar e dar a elas a forma certa, a forma de virtudes, não é para você se tornar um insensível.